"Em verdade vos digo: Onde for pregado em todo o MUNDO, este
Evangelho, será também contado o que ela fez, para MEMÓRIA sua".
(Mateus 26:13).
"DEUS NÃO PRECISA DE DINHEIRO!"
Essa é uma afirmação repetida com freqüência pelos que se julgam
lesados pela Igreja que arrecada recursos para a Obra de
Deus. Essa reação não tem nada de nova ou de original. Entre os
discípulos de Jesus houve um que se mostrou extremamente
escandalizado quando MARIA, a irmã de Lázaro, derramou sobre
Jesus um valioso BÁLSAMO, quebrando o vaso de alabastro que o
guardava. Também o pai daquela mulher, o fariseu SIMÃO, leproso,
condenou Jesus por aceitar a dádiva da mulher porque ela era
pecadora. Ambos os críticos escondiam a AVAREZA em seu íntimo.
SIMÃO, o fariseu leproso, esquecera de HONRAR Jesus com as
gentilezas normais da etiqueta daquela época
(Lucas 7:44-49);
o outro crítico, que condenou o "desperdício", era JUDAS, o
Tesoureiro de Jesus.
"Mas Judas Iscariotes (...) que estava para trai-lo, disse:
Por que não se vendeu este perfume por TREZENTOS DENÁRIOS e
não se deu aos pobres? Isto disse ele, não porque tivesse
cuidado com os pobres, mas PORQUE ERA LADRÃO e, tendo a
bolsa, tirava o que nela se lançava".
(João
12:4-6).
INFIÉIS e TRAIDORES
Em geral os que
condenam a Igreja por arrecadar e criticam os doadores por pecar
são INFIÉIS e TRAIDORES. Dizem que o dinheiro suja o templo, mas
seus bolsos anseiam avidamente por esse "lixo" precioso. Se a
miséria, a infelicidade e a desonra os atingem, eles logo acusam
os servos de Deus de não cuidarem do rebanho e só pensar
em explorar a bolsa dos pobres. Cobram de Deus as promessas das
Sagradas Escrituras, e esquecem de que todas elas dependem de
obrigações a serem satisfeitas pelos herdeiros da promessa.
"... provai-me nisto, diz o
Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e
não derramar sobre vós bênção sem medida. Também por amor de vós
reprovarei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa
terra; nem a vossa vide no campo lançará o seu fruto antes do
tempo, diz o Senhor dos exércitos. E todas as nações vos
chamarão bem-aventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa,
diz o Senhor dos Exércitos".
(Malaquias 3:10).
Essas bênçãos, todavia, dependem de
uma condição imposta
aos seus beneficiários. Vejam isto:
"Em que te roubamos? Nos DÍZIMOS e
nas OFERTAS.
Trazei TODOS os dízimos à Casa do Tesouro, para que
haja mantimento na minha casa;
e provai-me nisto..."
(Malaquias 3:8,10).
Cultivemos em nós, pois, o mesmo desamor que
MARIA de BETÂNIA tinha ao DINHEIRO. Porque, assim como o agricultor
que não semeia não colhe, nós também doamos a Deus com base em dois
limites: segundo a colheita de agora e conforme o nosso desejo de
safra futura. É nossa bênção atual e nosso pedido para o futuro que
definem nossa oferta a Deus, como disse Paulo:
"Cada um
contribua segundo tiver proposto em seu coração, não com tristeza ou
por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria".
(II Coríntios 9:7). Não
é por acaso que a coleta dos dízimos, das ofertas e dos votos, na
Igreja do Senhor Jesus, é feita logo depois do louvor a Deus. Suprir
a Igreja é a maior expressão de ADORAÇÃO que o crente pode
manifestar como prova de seu amor pelo Pai. Por isso foi que Jesus
abençoou a irmã de Lázaro com reconhecimento eterno: "...
será também contado o que ela fez, para memória sua".
(Marcos 14:3).
"Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de TODA a
sua renda; e se encherão fartamente os teus celeiros, e
transbordarão de vinho os teus lagares".
(Provérbios 3:9-10).